04 setembro, 2018

Série Livro de Pedra. Em Exposição Nacional na Galeria Luciana Carvello.


Série Livros de Pedra.

O terceiro módulo da mostra individual do artista Alan Fontes na Galeria Lucianna Caravello é composto por livros-objeto de concreto, que servem como suporte para pequenas pinturas afresco realizadas a partir de fotografias da Exposição Nacional de 1908, evento ocorrido na cidade do Rio de Janeiro como um marco comemorativo dos 100 anos da abertura dos portos do Brasil às Nações amigas.  As pinturas escultóricas relacionam simbolicamente à pinturas ao peso matérico das edificações que não existem mais.






























GALERIA LUCIANA CARAVELLO

Período de exposição: 08 de agosto a 06 de setembro de 2018.


 Horário: seg a sex – 10h a 19h / sáb – 11h a 15h

Rua Barão de Jaguaripe, 387. Ipanema, Rio de Janeiro.




www.alanfontes.com






10 agosto, 2018

Exposição Nacional / Galeria Luciana Caravello - RJ.


Exposição Individual:

Abertura : Dia 07 de agosto de 2018.

Período: 08 de agosto a 06 de setembro.


 Horário: seg a sex – 10h a 19h / sáb – 11h a 15h

Rua Barão de Jaguaripe, 387. Ipanema, Rio de Janeiro.



















Sobre Memória da Paisagem.

Durante uma residência artística realizada para a produção da exposição ocorrida no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro em 2016, tive contato com um rico material fotográfico que documentava o desenvolvimento da cidade do Rio de janeiro. Grande parte das belas fotografias de autoria de Augusto Malta, então fotógrafo oficial do Distrito Federal, registravam a Exposição Nacional de 1908, ocorrida como um evento em comemoração ao primeiro centenário da abertura dos Portos do Brasil.

Tal evento seguia na linha de outras grandes exposições realizadas pelo mundo com o objetivo de apresentar ao povo um panorama do desenvolvimento nacional. Os palácios e pavilhões construídos para o evento na região da Urca apresentaram, durante os três meses do evento uma variada programação cultural.  A Exposição e seus prédios foram visitados por cerca de um milhão de pessoas, sendo a mostra quase toda demolida após o encerramento.

Optei de início por não ir além dos breves textos aos quais tive acesso para poder adentrar a essa breve paisagem apenas pelos rastros dela. Como o olhar de um estrangeiro que tateia momentos históricos desconexos da linearidade dos fatos e baseado apenas nas fotografias que congelam os instantes sem, entretanto, reter a memória em toda a sua complexidade sensorial.

O que mais me atraiu sobre a história da "Exposição Nacional" foi o seu caráter efêmero, como tudo foi construído e destruído tão rápido. Os palácios suntuosos não tiveram o tempo merecido para criar uma memória duradoura na cidade, sendo desconhecidos de muitos. Palácios vitoriosos lavrados em branco, sintomas de um Brasil otimista apareceram e sumiram rapidamente na cidade como castelos de areia. Persistiram um tempo na memória das pessoas que lá estiveram e andaram pelos seus corredores e avenidas. Espaços pelos quais, não podemos mais caminhar.

Ver nas fotos os trajes finos das pessoas que hoje são borrões nas fotografias, especular sobre as histórias, ouvir os sussurros das conversas, imaginar os jogos de poder e a rotina dos trabalhadores que ergueram as edificações e serviram aos visitantes, tudo serviu de substrato paras as pinturas, que de modo análogo às memórias, guardam espaço para a edição e criação de novas imagens, nem sempre condizentes com o que foi.

Os Palácios ainda encontram abrigo nos espaços da memória e na pintura. Lugares que não podem existir integralmente nos instantes endurecidos das fotografias, mas que subsistem nas lacunas existentes nas pinturas, nas frestas das pinceladas, entre uma camada e outra, nos pentimentos que ainda respiram na superfície do plano pictórico. Como se o concreto dos prédios se tornasse poroso como ossos, como livros que não podem mais ser folheados, mas que ainda conservam sua carcaça de livro. O conjunto de trabalhos se instala na perda de densidade da memória. Memórias desconstruídas e afogadas em tinta escura. Por mais um momento plenas e abertas à visitação.


Alan Fontes, agosto de 2018.



www.alanfontes.com

03 agosto, 2018

Alan Fontes - Exposição Nacional. Galeria Luciana Caravello. Rio de Janeiro.


Exposição Individual:

Abertura : Dia 07 de agosto de 2018.

Período: 08 de agosto a 06 de setembro.


 Horário: seg a sex – 10h a 19h / sáb – 11h a 15h

Rua Barão de Jaguaripe, 387. Ipanema, Rio de Janeiro.








ALAN FONTES  Exposição Nacional


Luciana Caravello Arte Contemporânea inaugura, no dia 7 de agosto, a mostra “Exposição Nacional”, do artista Alan Fontes, com obras que abordam as transformações no espaço urbano da cidade do Rio de Janeiro. Para realizar os trabalhos, o artista mergulhou nos relatos documentais da “Exposição Nacional do Rio de Janeiro”, realizada em 1908, em comemoração ao 1º Centenário da Abertura dos Portos do Brasil, que tinha a intenção de mostrar a então nova capital federal – urbanizada pelo prefeito Francisco Pereira Passos e saneada por Oswaldo Cruz – para as autoridades nacionais e estrangeiras.

Serão apresentadas nove pinturas, em óleo e encáustica sobre tela, e quatro livros-objetos, em óleo e afresco sobre concreto, em que o artista dá continuidade ao projeto iniciado há três anos, em que pesquisa o espaço urbano do Rio de Janeiro, trabalhando nas lacunas de uma memória em constante mutação. “Uma pesquisa, entretanto, que não tem caráter documental e é aberta ao devaneio poético e o qual a pintura, com toda a imprecisão da mancha encarna com eficácia”, afirma o artista, que apresentou a primeira parte dessa pesquisa no CCBB Rio de Janeiro, em 2016, com o apoio do Prêmio CCBB Contemporâneo.

Na Luciana Caravello Arte Contemporânea, Alan Fontes apresentará obras inéditas, que serão divididas em três módulos. No primeiro, estarão pinturas que representam alguns dos palácios e pavilhões que fizeram parte da “Exposição Nacional”, de 1908, e dos quais só existem limitados registros fotográficos. As pinturas expressionistas reconstituem os prédios imersos em ruídos análogos aos que estão envoltos as lembranças e os documentos já desgastados pelo tempo.

O segundo módulo reúne pinturas da série “Black Lands”, que “situam os prédios da época em espécies de oceanos negros que simbolizariam um espaço poético da memória. Algo na fronteira da lembrança e do esquecimento”, conta Alan Fontes.  Algumas destas pinturas foram expostas este ano na semana de arte de Nova York, em projeto solo do artista na feira VOLTA.
 
O terceiro módulo é composto por livros-objeto de concreto, que servem como suporte para pequenas pinturas afresco compostas a partir de imagens do evento de 1908. “Tais objetos escultóricos relacionam simbolicamente as pinturas ao peso matérico que compõem as edificações que não existem mais”, ressalta o artista.

SOBRE A EXPOSIÇÃO NACIONAL DE 1908
A Exposição Nacional foi realizada entre 28 de janeiro e 15 de novembro de 1908, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro, foi organizada oficialmente para comemorar os 100 anos do Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas, e para se fazer um inventário econômico do Brasil na época. Mas, na realidade, a intenção da exposição era mostrar a então nova capital federal – urbanizada pelo prefeito Francisco Pereira Passos e saneada por Oswaldo Cruz – para as autoridades nacionais e estrangeiras que visitavam a cidade.
Governos de estados, do Distrito Federal e de associações comerciais, agrícolas e industriais participaram do evento, que teve pavilhões para os estados mostrarem os seus principais produtos nas áreas agricultura, pastoril, indústrias e artes liberais. Além dos estados brasileiros, Portugal participou do evento, sendo a única participação estrangeira.




05 maio, 2018

Mostra Aproximações. Coletiva de pintura. Galeria Celma Albuqueque.







MOSTRA APROXIMAÇÕES

Abertura sábado dia 05 de maio.

Segunda mostra do projeto que reúne artistas atuantes em Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A mostra discute a pluralidade da produção contemporânea de pintura.


(Imagens: Geraldo Marcolini, Alan Fontes, Rafael Alonso e Manuel de Carvalho.)

www.alanfontes.com

10 abril, 2018

Série Black Lands - SP ARTE 2018.











Sobre Black Lands. 

Abril de 2018.


Black Lands é uma pesquisa iniciada em 2016 e que se encontra em andamento. Uma série de pinturas que representam pequenas casas e outras edificações arquitetônicas solitariamente compostas em grandes telas negras que remetem a oceanos tempestuosos.

As casas representadas são em sua maior parte casas reais, levantadas sobre pequenas ilhas em diversas partes do mundo, isoladas de qualquer contato ou comunicação civilizatória. Outros prédios representados fazem parte de uma coleção de imagens de edifícios públicos historicamente representativos que não existem mais.

A série Black Lands é elaborada a partir de uma estratégia de composição que contrapõe a representação diminuta das casas e prédios, realizados de forma naturalista, com grandes áreas realizadas unicamente com a combinação empastes e camadas de tinta em diversos tons escuros. Uma espécie de pequena figuração estranhamente anexada a uma tela expressionista abstrata.

Se considerarmos as estruturas das casas e prédios como símbolos da ideia de corpo, assim como conceitualizado por Gaston Bachelard, poderíamos pensar que as pinturas remeteriam ao isolamento do indivíduo em um mundo complexo e obscuro.  Uma espécie de metáfora da solidão e angustia contemporânea. Tal metáfora poderia ainda ser percebida sob dois pontos de vista: um primeiro que remeteria a um isolamento contraditório em uma época permeada pelo excesso de meios de comunicação e redes sociais. E em um segundo aspecto que remeteria também a uma indefinição temporal da paisagem urbana, ou a um esquecimento natural a que as estruturas arquitetônicas (ou corpos, vida a morte) estariam submetidas à medida que se perdem no contínuo processo de construção e destruição das cidades.



Alan Fontes.




Novo site: www.alanfontes.com

08 março, 2018

Solo project Alan Fontes VOLTA NY 2018.

Projeto desenvolvido em parceria com a Emmathomas Galeria, SP, BR especialmente para VOLTA NY 2018. Apresentando pinturas das séries Dark Lands e Desconstruções numa instalação com móveis e objetos pintados em cinza.
7 - 11 março. Píer 90. Manhattan, New York, New York.

Novo site: