16 agosto, 2017

APROXIMAÇÕS I - Rio de Janeiro /Belo Horizonte - Pintura.



NOVO SITE ALAN FONTES 2017 / ACESSE:





APROXIMAÇÕES I - Rio de Janeiro / Belo Horizonte.

A mostra APROXIMAÇÕES  ocorrerá no Rio de janeiro na Casa de Cultura Laura Alvim.
APROXIMAÇÕES é a primeira mostra coletiva de uma iniciativa de artistas no sentido de criar diálogos e romper fronteiras de circulação dos trabalhos.
Nesse primeiro projeto 5 artistas residentes na cidade do Rio de Janeiro convidam cinco artistas residentes em Belo Horizonte. A segunda mostra desse grupo de artistas ocorrerá em Belo Horizonte no primeiro semestre de 2018.
O eixo inicial desse diálogo é o fato dos dez artistas terem a pintura como uma das linguagens de trabalho.
Texto crítico: Zalinda Cartaxo.
Abertura dia 30 de agosto.



28 março, 2017

17 janeiro, 2017

A Luz que Vela o Corpo é a Mesma que Revela a Tela. - Caixa Cultural Rio de Janeiro.

Caros amigos para começar 2017 bem, compartilho o convite de uma bela exposição que participarei com um turma muito bacana e curadoria do Bruno Miguel. A mostra abriu dia 14 de janeiro na Caixa Cultural do Rio de Janeiro e ficará em exposição até o dia 12 de março.

A curadoria propôs a divisão dos trabalhos em 9 núcleos temáticos, dos quais cada grupo relaciona 4 artistas. Um recorte, visto que temos muitos nomes na pintura brasileira atual e gerações de pintores já com duradoura produção e percurso internacional, mas certamente um rico panorama da jovem pintura contemporânea no Brasil.

http://alanfontes.blogspot.com.br/










20 julho, 2016

Alan Fontes Next Solo Show Opening in August 8Th / 2016 - Emma Thomas Gallery NYC






The book of the wind


The show “The Book of the Wind ” by Alan Fontes is the first individual of the Brazilian artist in New York, opening the new headquarter of Emma Thomas Gallery at the “Lower East Side”.
         
The project is the result of an artist residency, unfolding of his research on tornadoes in TV news, internet and magazines. Since 2013, Fontes does this research from images of areas devastated by natural disasters or not. Specifically for this exhibition, the hurricane Sandy, which in 2012 has reached areas of New York and New Jersey, has been the object of study.

Documentary images from the original context become the poetic narrative of a single event. On the trajectory of the artist, painting and installation are the dominant languages of their creative process. The installations painting in the field expanded, opposed to the other means that highlighted the virtual character of painting through the contrast with a chaotic reality in continuous transformation, propositions that lead us to speculate about representation and presentation.

The installation is a sequence of the individual shows performed by the artist in two Brazilian cultural institutions: the “Pampulha Museum” in Minas Gerais and the “Centro Cultural Banco do Brasil” in Rio de Janeiro, as a result of the CCBB contemporary Award.




About Alan Fontes’ research:



The series “Deconstructed Houses” was the penultimate individual show of the artist in São Paulo, with paintings that proposed a reflection about the unity of the House while the body casing and its dematerialization as symbolic and universal event.

Among the various interests of Alan Fontes, stands out the taste for domestic disasters in individuals, always anchored in the idea of home as a body that turns subtly representation of architectures in portrait mode.

The notions of memory, from the resulting world virtualization, reverberate in the design of self-portrait which shall discuss a repertoire of artistic issues which exceed the representation of the face of the painter. The self-portrait takes itself a deep current art issue and arises as the backdrop for the discussion of issues such as the notion of authorship, the idea of "death of the author" and even to speak of the inconstancy of time and space.






O Livro do Vento



A mostra O Livro do Vento de Alan Fontes é a primeira individual do artista brasileiro em Nova York, abrindo a nova sede da galeria Emma Thomas no Lower East Side.
         
O projeto é resultado de uma residência artística, desdobramento de sua investigação sobre tornados divulgados em noticiários de TV, internet e revistas. Desde 2013, Fontes realiza esta pesquisa a partir de imagens de áreas devastadas por catástrofes naturais ou não. Especificamente para esta exposição, o furacão Sandy, que em 2012 atingiu áreas de Nova York e New Jersey, foi objeto de estudo.

Imagens documentais que separadas do contexto original se tornam a narrativa poética de um único evento. Na trajetória do artista, a pintura e a instalação são as linguagens preponderantes de seu processo criativo. As instalações tratam a pintura em campo expandido, contrapondo-a a outros meios que colocam em evidência o caráter virtual da pintura através do contraste com uma realidade caótica em contínua transformação, proposições que nos levam a conjecturar sobre representação e apresentação.

A instalação apresentada é uma sequência das individuais realizadas pelo artista em duas instituições culturais brasileiras: o Museu da Pampulha em Minas Gerais e o Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro, como resultado do Prêmio CCBB contemporâneo.




Sobre a pesquisa de Alan Fontes:


A série Casas Desconstruídas foi a penúltima individual do artista em São Paulo, com pinturas que propunham uma reflexão sobre a unidade da casa enquanto invólucro do corpo e sua desmaterialização como evento simbólico e universal.

Entre os vários interesses de Alan Fontes, sobressai o gosto por desastres domésticos em espaços de individualidades, sempre escorado na idéia da casa como um corpo que transforma sutilmente a representação de arquiteturas numa modalidade de retrato.

As noções de memória, advindas da consequente virtualização do mundo, reverberam na concepção de auto-retrato que passa a discutir um repertório de questões artísticas que em muito excedem a representação da face do pintor. O auto-retrato toma para si impasses profundos da arte atual e se coloca como pano de fundo para a discussão de questões como a noção de autoria, a idéia de “morte do autor” e ainda para se falar da inconstância do tempo e do espaço contemporâneo.



http://alanfontes.blogspot.com.br/ 




13 abril, 2016

Prêmio CCBB Contemporâneo. Alan Fontes - Poéticas de uma Paisagem, Memória em Mutação CCBB RJ



















Fotos Mário Grisolli



Sinopse:

A partir da realização de uma grande pintura que retrata uma área delimitada no Centro da cidade do Rio de Janeiro foi realizada uma residência artística em 2015 em um ateliê temporário na Fabrica Bhering localizada no Rio.

No período de 60 dias a área da grande pintura delimitou a realização de derivas pelo local, nas quais foram coletados objetos e produzidos desenhos e fotos com o intuito de integrar a instalação final que apresenta o conjunto da pesquisa.

A instalação contrapõe a experiência prévia de contato com a paisagem via ferramentas tecnológicas disponíveis com a pesquisa poética que se desdobrou a partir da experiência de habitar a paisagem real por um período de tempo.

O resultado final não se trata de uma pesquisa histórica ou documental, mas poética, acerca das formas possíveis de se perceber a paisagem hoje e de como essa paisagem transforma e estimula uma produção de arte.



Texto crítico da Mostra

(ao meu amor)

A obra de Alan Fontes apresenta como característica a pesquisa de aspectos ligados à arquitetura tanto no âmbito doméstico quanto no urbano. Nesta exposição, Fontes articula esses dois interesses para investigar poeticamente a região no entorno do CCBB.

A cartografia produz instrumentos de análise capazes de auxiliar na localização de si ou dos outros em relação ao espaço. O artista partiu de imagens de satélite, de arquivo e produzidas em jornadas pela região, todas geradas em tempos distintos, para representar esse fragmento do Centro do Rio, expandindo de forma experimental a representação cartográfica e gerando uma obra atravessada não apenas por dados espaciais, mas também pela dimensão temporal, refletindo, assim, a constante transitoriedade da estrutura urbana.

Somado a isso, Fontes criou um ambiente de aparência doméstica composto por objetos encontrados nas ruas dessa região. A cor cinza com a qual foram revestidos os retira do campo dos objetos de uso prático e os transforma em um índice da vida privada. A justaposição do estudo sobre a cidade a partir do céu e dos arquivos com a investigação da existência cotidiana mais próxima das dores e paixões de quem vive na mesma região cria um palimpsesto de tempos e versões que dá visualidade para o fato de toda representação corresponder a uma ficção relacionada aos interesses ideológicos específicos de seu agente. Ademais, somos lembrados por Alan Fontes de que é preciso aprender constantemente formas de enxergar e de que tudo que há no mundo é capaz de produzir sentido para auxiliar a nos localizar no espaço e no tempo.


Bernardo Mosqueira